Kuvasz
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[editar] Sobre
Tratasse de um pastor húngaro conhecido nesse território desde a antigüidade. Seus antepassados chegaram com a ocupação dos Magyares na bacia de Carpathian. Eles utilizavam esses cães para a guarda e defesa de seus rebanhos contra animais de rapina e ladrões. Devido ao seu instinto caçador, foi o cão de caça preferido na época do Rei Matthias Corvinus. A partir do declínio dos pastoreios, tem sido muito menos usado para suas obrigações originais e foi localizado primeiramente nas aldeias e mais tarde nas cidades.
O Kuvasz é um cão fascinante. Sua beleza e docilidade escondem uma bravura inigualável.
É um cão muito dedicado a sua família. Um Kuvasz adulto é incapaz de ferir uma criança, pois sabe distinquir muito bem os limites de sua força. Possui um apurado instinto de proteção, e tem uma paciência quase inesgotável com os pequenos. É educado, curioso, e desconfiado com estranhos. O Kuvasz é inteligente e tem personalidade forte. Trata-se de uma raça que, gosta de obedecer, e está sempre pronto ao trabalho. Para isso precisa ser tratado com respeito, como um verdadeiro membro da família. Desde cedo devem saber que é você quem manda. Como com as crianças, devemos impor regras ao filhote, pois quanto mais lhe for permitido, mais ele vai parecer teimoso.
Os filhotes são muito ativos e brincalhões. No entanto, o perfil do cão adulto é o de um cão calmo, tranquilo e muito elegante. Os Kuvasz não gostam de estar presos. São muito sensíveis, carinhosos e adoram companhia. Sentem-se importantes trabalhando para seu dono. A guarda é uma das mais notáveis aptidões do Kuvasz, o que ele faz instintivamente, mas suas habilidades são muitas.
Se o Kuvasz vive trancado em um canil, pode se tornar mais agressivo. Portanto, a sociabilização do filhote é necessária desde cedo, para que haja um desenvolvimento ideal das características de temperamento do Kuvasz.
[editar] História
Por muito tempo, a história das raças húngaras de trabalho foi cercada por várias especulações. Em novembro de 1965 foi publicado o primeiro periódico, em língua inglesa, "o Puli". Seu autor foi o húngaro Sándor Palfavy, membro da Alabama Academy of Science, criador da raça Puli por 47 anos. Muitos desses anos foram usados para pesquisas sobre a história dessa raça. Sua pesquisa o levou a entrar em contato com outros cientistas húngaros, refugiados, que no mundo livre, trabalhavam em seu antigo projeto, a reconstituição da história do povo húngaro. A longa pesquisa não gerou somente novas informações sobre a história do povo húngaro, mas também sobre a história antiga de três raças húngaras, o Kuvasz, o Puli e o Komondor, que até então era incerta.
A pesquisa do Dr. Palfavy e de seus colegas incluiu um estudo da língua Suméria, Sânscrito, Grego e Latim, assim como um estudo feito em descobertas das escavações do Vale dos rios Tigre e Eufrates. Eles afirmam que o nome dessas três raças são frequentemente mencionadas em antigas inscrições. O Kuvasz, o Puli e o Komondor pertenceram e foram domesticados pelos pastores sumérios há cerca de 7000-8000 anos e esses cães os acompanharam durante as viagens da antiga Mesopotâmia até a presente Hungria.
A palavra Kuvasz é de origem Suméria. As primeiras letras "KU", são da antiga palavra suméria para cachorro, "KUDDA". "KUDDA" é feita de duas palavras: "KUN" que significa rabo e "ADA" que significa proferir, dizer. Ou seja, o animal que se expressa com o rabo. "KUDDA" evoluiu mais tarde para "KUTTA" que é usada ainda hoje, por povos que falam a língua dos Dravídeos, cujos ancestrais abandonaram a Mesopotâmia quando conquistada pelos Assírios. A língua húngara moderna, originamente uma língua suméria, tem a palavra "KUTYA". E "ASSA" significa cavalo em sumério. "KU-ASSA" era o cão que guardava e acompanhava os cavalos e cavaleiros.
Em 1931, durante as explorações das ruínas da cidade de Ugarit, na Mesopotâmia, foi encontrada uma placa de argila de 5.000 a.C. Nela estava a inscrição, em escrita cuneiforme, "KU-AS-SA". Essa placa pode ser vista hoje em dia no British Museum, em Londres.
No Museu Oriental de Paris, duas placas de argila estão expostas, e foram encontradas nas ruínas da cidade de Kish por um arqueologista francês. As duas, com inscrições em letras cuneiformes com a palavra "KU-AS-SA".
Também na Mesopotâmia, às margens do Rio Eufrates, havia uma cidade chamada Ur, que floresceu durante o 35º século a.C. e é, inclusive, mencionada no Velho Testamento. Nas ruínas, foram encontradas duas placas de argila que listavam os bens de duas famílias. Além de vários cavalos, ovelhas, e gado, também estavam na lista "Pulik", "Komondorok", oito "KU-AS-SA", de propriedade de uma das famílias, e dois da outra. As placas estão no British Museum. Outra placa de argila, também com a inscrição cuneiforme, "KU-AS-SA", encontra-se agora no Asmolean Museum, e foi encontrada no local onde situava-se Akkad, uma cidade suméria de 3.000 a.C. ao norte da Mesopotâmia.
Os estudiosos não conseguiram defir ao certo a origem das palavras Kuvasz, Komondor e Puli, mas as descobertas do Dr. Palfavy não contradizem os fatos históricos, que os húngaros migraram para a atual Hungria vindos da região Ural com seus cavalos, ovelhas e cães, mas determinariam que isso teria acontecido 5.000 anos antes.
[editar] História Moderna
Podemos considerar que a criação científica, com registro dos exemplares da raça, teve início no final do Século XIX. E, em 1939, o Kuvasz tornou-se o cão da moda entre os criadores de raças húngaras de grande porte. Esse progresso foi duramente atingido pela Segunda Guerra Mundial. Os cães sofreram com a falta de comida, vitaminas e remédios. Os canis voluntariamente reduziram seu plantel a um mínimo, e proprietários foram forçados a cederem seus mais valiosos animais para o serviço obrigatório militar e outras complicações do tempo da guerra. Fiéis cães de guarda foram mortos, primeiro por alemães, depois pelas forças ocupacionistas russas.
Ao final da guerra, a raça estava quase extinta. Muito proprietários foram mortos e a maioria dos cães havia morrido ou fugido. Por muito tempo, o serviço de correio ficou interrompido ou irregular, e levou alguns anos para se medir a extensão das perdas. O novo regime russo, considerou a criação de cães como um hobby luxuoso da aristocracia, e tratou-o de acordo.
Durante o caos do pós-guerra, criadores se encontraram em segredo para estabelecer uma meta a seguir. Os primeiros filhotes eram vendidos por cigarros e comida, antes da estabilização da moeda. Logo após a guerra, a cinofilia passou a viver um novo momento, com a rápida melhora da economia na Europa Ocidental.
[editar] Aparência
Os cães desta raça são fortes, grandes e têm uma pelagem densa, ondulada e branca. Sua aparência agradável irradia nobreza e força. As partes de seu corpo, individualmente, se harmozam como um todo, suas pernas não são nem curtas nem longas. A estrutura óssea é poderosa, porém não é grosseira. A musculatura é forte e delgada e as articulações mostram claros contornos. Visto de perfi, o corpo forma um retângulo, quase um quadrado. Bem musculoso, apresenta uma construção forte, temperamento agradável e grande agilidade. Sua aparência denota uma infatigável habilidade para o trabalho.
[editar] Comportamento / Temperamento
O Kuvasz é determinado e sem medo. Defende pessoas e propriedades confiadas aos seus cuidados, até mesmo com a própria vida. É autoconfiante e pode ficar agressivo se maltratado. É fiel, confiável e ama seu dono e tudo que o cerca. Precisa de bastante exercício e deve ser mantido ocupado. É dependente e pouco exigente. É fácil de ser cuidado e pode suportar as mais severas condições climáticas. Esse cão aprecia qualquer amor e carinho dado a ele.
[editar] Padrão FCI (Federação Cinológica Internacional)
Grupo: 1 - Boieiros (excepto Boieiros Suíços)
Seção: 1 - Cães Pastores
Número: 54
