Dogue de Bourdeaux

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Dogue de Bourdeaux

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[editar] Sobre

O Dogue de Bordeaux é um dos mais antigos cães franceses, provável descendente dos Alanos e, em particular, do dogue de caça ao javali sobre o qual o Gaston Phébus (ou Fébus) Condee de Foix disse, no século XIV, em seu livro de caça, o seguinte: “ele tem a mordida mais forte que três lebréis juntos”. A palavra “dogue” aparece no fim do século XIV. Em meados do século XIX, não eram reconhecidos em outro lugar além da Aquitania. Foram utilizados na caça de grandes animais (javali), em combates (freqüentemente codifi cados), na guarda de casas e do gado, a serviço dos açougueiros. Em 1863, aconteceu em Paris a primeira exposição canina francesa. Os Dogues de Bordeaux participaram com seu nome atual. Havia diferentes tipos: tipo de Toulouse, tipo de Paris e o tipo de Bordeaux nas origens do atual Dogue. A raça que sofreu bastante, por ocasião das duas guerras mundiais, a ponto de ter sido ameaçada de extinção após a segunda guerra, de 1939 a 1945, retomou seu desenvolvimento nos anos 60. Em 1890 o Dogue de Bordeaux chega aos Estados Unidos, e mais de um século depois, em 1989, a raça ganha notoriedade mundial ao estrelar, ao lado do ator Tom Hanks, o filme “Uma dupla quase perfeita”.

Ele é considerado um dos cachorros mais cabeçudos que existem. A cabeça avantajada é sustentada por um forte e musculoso pescoço, seguido por corpo largo e troncudo.

O Dogue de Bordeaux já foi utilizado em rebanhos, caça e guarda. Devido à sua estrutura foi treinado para abater búfalos, porcos do mato, ursos, jaguares, além de proteger fazendas, vinhedos e açougues de abastados proprietários.

[editar] Comportamento / Temperamento

Antigo cão de combate, talhado para a guarda, que assume com atenção e grande coragem, sem agressividade. Bom companheiro, é muito apegado ao seu dono e muito afetuoso. Calmo, equilibrado com alta capacidade de reação. O macho geralmente tem um caráter dominante.

Apesar da cara de poucos amigos, destacada pelo excesso de pele, o Dogue de Bordeaux é muito paciente com crianças. Mas vale sempre lembrar que, devido ao seu tamanho e truculência, suas brincadeiras podem machucar crianças pequenas. Eles costumam não latir à toa, e são desconfiados com pessoas estranhas. Por isso é importante que eles sejam sociabilizados desde pequenos com as pessoas da família e amigos.

Possuem grande senso de território e, apesar de ser uma característica desejável num cão de guarda, torna sua convivência com outros cães bastante difícil, especialmente no caso dos machos. Segundo diversos criadores, seu instinto de proteção é suficiente para que desempenhe adequadamente suas funções, não sendo necessário um adestramento específico para a guarda. Apesar de seu tamanho, são cães relativamente tranquilos não sendo necessário que pratiquem exercícios exaustivos ou mesmo que disponham de grandes espaços, mas é fundamental que disponham de atividade rotineira, evitando assim problemas de obesidade.

[editar] Utilização

Guarda e defesa.

[editar] Filhotes

Os filhotes devem receber o adestramento básico o mais cedo possível e, de preferência, devem ser educados pelos próprios donos, uma vez que na idade adulta chegarão facilmente a pesar mais de 50 kg e precisam ser cães controláveis. Não são cães indicados para proprietários iniciantes, uma vez que precisam reconhecer em seus donos os reais líderes da matilha familiar.

Os filhotes crescem muito rápido e por isso mesmo devem receber atenção especial quanto à alimentação e também quanto ao tipo de piso, que deve ser, preferencialmente áspero, garantindo assim que ossos e articulações não sejam expostos a torções e mal-formações. É importante que na fase de crescimento os filhotes tenham uma atividade física regular e que propicie o seu bom desenvolvimento físico e muscular.

[editar] Saúde

Alguns problemas como displasia coxo-femural, torção gástrica, problemas cardíacos e de pele costumam ser mais frequentes na raça. É preciso ficar atento em relação ao peso do cachorro, pois ele tem tendência para engordar.

[editar] Histórico de Padrões

  • Primeiro Padrão: “Características dos verdadeiros dogues”, por Pierre Mégnin, Dogue de Bordeaux, 1896.
  • Segundo Padrão: Estudo crítico do Dogue de Bordeaux, por J. Kunstler, 1910.
  • Terceiro Padrão: Por Raymond Triquet, com a colaboração do Doutor Veterinário Maurice Luquet, 1971.
  • Quarto Padrão: Reformulado de acordo com o modelo de Jerusalém (FCI), por Raymond Triquet, com a colaboração de Philippe Séfouil, Presidente, e do Comitê da Sociedade dos Amadores do Dogue de Bordeaux, 1993.


[editar] Padrão FCI (Federação Cinológica Internacional)

Grupo: 2 - Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses

Seção: 2 - Molossóides

Número: 116 F

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