Cão da Montanha dos Pirenéus
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[editar] Sobre
Presente nos Pireneus desde tempos imemoriais, conhecido na Idade Média e utilizado como guardião de castelos, ele foi mencionado por Gaston Phoebus no século XIV. Já apreciado como cão de companhia no século XVII, conheceu a glória na corte de Luís XIV. Meigo e companheiro, o Cão da Montanha dos Pireneus é muito apegado à família. Ele gosta de espaço, mas não é um cachorro muito ativo. Isso não significa que pode ser criado em apartamentos e locais apertados. Esperto, gosta de ficar dentro de casa, em meio à família.
De temperamento forte, o animal é independente e pede donos experientes que saibam impor liderança e sejam pacientes. É recomendável submetê-lo a adestramento básico desde filhote e também sociabilizá-lo.
De acordo com muitos estudiosos da raça, o Cão da Montanha dos Pireneus descende de cachorros molossóides (de grande porte) trazidos da Península Ibérica há mais de 5 mil anos. É de Gaston Phoebus o primeiro registro da raça – como guardião de castelos -, realizado no século 14.
Atuando como guardador de rebanhos nas montanhas, sua existência deixa de ser obscura quando cai nas graças de Luis 14, que confere ao cão o título de Cão Real da França, em 1675.
A partir do século 19, o cachorro volta ao anonimato quando os castelos caem em desuso. Ele retorna, então, às suas origens, quando cuidava de rebanhos nas montanhas. Um século depois, retorna à França, mas desta vez, cai na graça da populaça, e vira animal de estimação e guarda. Também foi utilizado como cão de salvamento e de tração de trenó.
A primeira descrição detalhada desse cão, data de 1897 no livro de Comte de Bylandt. Dez anos mais tarde, foram criados os primeiros Clubes da raça e, em 1923, na reunião dos Amadores dos Cães Pireneus, por iniciativa de Mr. Bernard SÈNACLAGRANGE, registrou-se o padrão oficial através da S.C.C. (Société Centrale Canine). O padrão atual é ainda muito próximo do padrão elaborado em 1923, e são, sobretudo, as precisões que foram trazidas de lá.
[editar] Comportamento / Temperamento
Utilizado para assegurar, sozinho, a proteção do rebanho contra os ataques dos predadores, sua seleção foi feita baseada nas suas aptidões para a guarda e dissuasão, e seu apego ao rebanho. As principais qualidades conseqüentemente são a força e a agilidade, como também a meiguice e o apego aos que são protegidos por ele. Esse cão de guarda tem uma propensão à independência e um senso de iniciativa que exigem da parte de seu dono uma certa autoridade.
Apesar de amigável e muito apegado aos familiares, o Cão da Montanha dos Pireneus não aceita muito bem a presença de outro cão. Por isso a necessidade de sociabilizá-lo desde pequeno. Contudo, muitos proprietários da raça afirmam que curiosamente o grande cão branco é receptivo com gatos.
[editar] Saúde
Acostumado com o frio, o cão pode apresentar problemas de pele caso viva em locais quentes. Seus longos pelos devem ser escovados semanalmente para não embaraçar. E como cão é de porte grande, tem propensão à displasia coxofemural.
[editar] Padrão FCI (Federação Cinológica Internacional)
Grupo: 2 - Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses
Seção: 2 - Molossóides
Número: 137
